segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Analógica versus Lógica

Doce Chocolate, como sabes, para mim tudo é mental. E não costumo recorrer à psicologia, tão pouco à religião para explicar e compreender o que me rodeia. A minha fé está na Ciência e na História. Estas tudo nos respondem se, por acaso, conseguirmos fazer as perguntas certas.
O cérebro tem mistérios e capacidades desconhecidas e intrigantes e ao mesmo tempo uma simplicidade arrasadora, tal qual a perfeição que a Natureza dedicou à criação da mais pequena partícula, tudo em nós funciona em ciclos evidentes, por vezes não à primeira vista.
Nos últimos anos, homens e mulheres aproximaram-se, talvez, como nunca. As mentes masculinas e femininas são hoje 99% semelhantes. O que parece errado, ou a ser verdade, fantástico.
Contudo esse 1% visa sobretudo numa forma diferente de comunicar e expressar sentimentos.
A melhor maneira de ultrapassar consiste num esforço extra para entender e quiçá falar a língua do outro.
As mulheres não têm músculos tão fortes como os homens, mas no que toca a sentidos não há pai para nós. Usamos a zona esquerda e a direita em simultâneo, ao contrário de vocês que são muito dados à esquerda, a analítica e, temos sobretudo o olfacto apurado, que está relacionado directamente com as emoções, a memória e o sexo. Os circuitos cerebrais femininos viram faro sobretudo na altura da ovulação, para não ser maçuda, tem a ver com a amígdala, que é como que o dispositivo emocional do cérebro, que envia tudo para o hipocampo e estes nomes feios são muito sensíveis a odores. Ambos temos o sistema límbico, a única diferença é a testosterona que vos torna mais impulsivos e menos activos a nível mental, já as mulheres graças ao estrogénio e a ocitocina não param simplesmente de pensar a todo instante.
E eis que entra o belo do orgasmo, parece uma caça aos gambozinos pois esse filho da mãe, por vezes é difícil de apanhar. E a complicação é simples por esta razão, os dispositivos cerebrais têm que se desligar, só o cerebelo fica online para controlar as conexões musculares, mas de resto fecha tudo que a menina está prestes a vir-se. O que para quem vive os dias a pensar torna-se uma filha da putice de alcançar. Claro, depois de lá chegar, uma tipa vira bicho e desata a ter em versão múltipla oh yeahh.
Depois há os ciclos, depois há as porras das pílulas, as dores menstruais e a raiva. Sim a raiva até certo ponto é muito afrodisíaca, dar uma pinada, com muita mordidela e chapada é bom todos os dias, mas há a raiva passivo agressiva típica das mulheres. Os homens não sabem, mas as gajas nunca esquecem nada e como nunca deixam de pensar, na hora da cavalgada desatam a olhar para o fofinho e só lhes apetece desatar a falar, conversar como se não houvesse amanhã sobre o tal dia no cinema em que ela deixou cair as pipocas e ele não se dignou a comprar outras, ou mesmo aquela noite em que ele parecia ocupar-se em interrompe-la sempre que ela tentava falar, etc etc...confesso somos umas chatas. Vai daí pedimos colinho e mimo e paleio e o tipo coitado, sim coitado, porque é lembrar que são 100 vezes mais testosterona, fica ali com a paciência que não tem a ouvir a pikena, a dizer que sim e até a opinar e minutos depois já a bandeira vai alta e nós armadas em esquisitas. Acaba o moço em conversações com a Tânia e a Vanessa, vulgo mão esquerda e direita e nós frustradas porque não soubemos dar a volta à falta de sentido, mas com muita lógica, vulgo luas.
Penetrações, posições e tesões são iguais em todas as raças, muda o sentir e a gaja é um bicho de emoções e por vezes nem nós percebemos o que nos vai na alma e geralmente, a alma não tem culpa, são mesmo hormonas. Além de que, o jogo é fundamental, se tivermos em conta a necessidade de cogitar, alimentar a electricidade cerebral da mulher, é deveras recompensador. Outra coisa que nos entedia é a falta de objectivos, o vosso objectivo por natura é a pinada e após isso muitas vezes surge o desinteresse, o nosso é a conquista. Um homem nunca deve entregar os pontos todos, porque assim é como um jogo cujas etapas estão todas superadas. Isto apenas e só pelo bem da chamada pica. Uma mulher quando quer impressionar um homem é bastante criativa e insaciável. Essa nossa necessidade de objectivo mantém-se ao longo da relação e quando um homem não nos estimula, passamos a olhar para o raio que parta das pipocas e para os cabelos no ralo e a ter dores de cabeça...provavelmente de tanto pensar. Mas na verdade queremos tourada tanto ou mais que vocês, só que connosco o sexo começa muito antes.




Um beijo,
Vanilla

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mitos Suburbanos - Parte 3: AS MULHERES NÃO VIERAM DE VÉNUS.


Sou capaz de agredir o próximo gajo que proferir a idiotice, que as mulheres vem todas do mesmo planeta, ou que sequer ouse teorizar sobre generalizações fáceis e fúteis de serem venusianas. Não acredito que esses adoráveis seres alienígenas terão vindo todas do mesmo lugar longínquo . Uma coisa tenho a certeza, nós os machos procriadores e heterossexuais, viemos provavelmente por tele- transporte, directamente de um mundo bem pragmático e quadrado. Tal a previsibilidade e semelhanças que partilhamos. Mas elas não, elas vieram de todos os lados, tal é a diversidade comportamental das fêmeas que nem mesmo elas se reconhecem umas às outras. Vou deixar-vos um exemplo bem claro. Falemos do meu tema preferido - Sexo. Não fazem ideia a diversidade de comportamentos femininos que já assisti durante o a minha curta vida sexual. Cronologicamente e sumariamente vou fazer uma descrição dos mesmos. Nesta listagem incluo somente as parceiras no qual mantive uma relação mais séria. Excluo as relações de ocasião, as menos importantes e as quecas de uma noite . Como sou um cavalheiro usarei pseudónimos para as identificar:

A Borboleta - Foi a minha primeira namorada a sério. Apesar de ter perdido a virgindade com uma estrangeira numa noite de loucura, onde praticamente fui violado. Tive a minha primeira verdadeira experiência de “Fazer o amor”com uma miúda pelo qual me apaixonei à primeira vista. A Borboleta visitava-me de tempos a tempos, pois vivia a 200 km de distância. As relações sexuais com ela eram um martírio. A mulher não se mexia , não se expressava, não gemia. Assemelhava-se a ter sexo com uma boneca insuflável e se eu não tomava a iniciativa, não passávamos do missionário . Comecei a pensar que as mudanças de posição na cama, eram invenções dos filmes pornográficos. Creio que durante a nossa relação nunca tenha tido um orgasmo . Durou pouco a experiência, pois a falta de iniciativa acabou por desgastar o namoro.

A Professora - Era colega de faculdade de uma amiga. 20 anos, bastante extrovertida. Rapidamente passamos de beijos fogosos a apalpões para longas noites de sexo. Foi a minha descoberta de um admirável mundo novo. A rapariga dominava toda a arte da prática de bem foder e pela primeira vez foi-me oferecido o prazer oral e anal. Um verdadeiro compendio de como dar prazer e gozar na cama no chão e na banheira. além disso tinha um desejo insaciável, levando-me a ter que dar o litro em maratonas sem fim no seu quarto de estudante. Agora penso que ela tinha comportamentos de ninfomaníaca, e não tardou a trocar-me por um outro novo escravo sexual. Foi a primeira multi-orgâsmica que conheci.

A Trintona - Eu que estava a meio das duas décadas e conheci acidentalmente esta mulher que já estava nos finais dos trinta. Voltei a ter um sorriso nos lábios. Esta mulher levava ao extremo a arte de bem foder. Misturava uma grande batalha campal com uma suave dança sexual. Partilhava comigo , filmes pornográficos, desejos secretos e não se importava de ser porca, quando tinha que ser Os orgasmos eram ensurdecedores quando tinha . A dependência por momentos como aqueles, levou-me a esquecer preocupantes comportamentos possessivos. E como não me sinto bem com coleiras, não durou muito.

A Confusa - a quarta era estranha. Vinha de uma relação complicada e apanhou-me numa altura em que somente queria provar a mim mesmo que poderia ter uma relação normal. As tentativas de sexo foram frustrantes. Nunca chegavam a um clímax, e as poucas vezes que tentamos ter sexo ela interrompeu com lágrimas de quem se culpa por se ter metido na cama com alguém que não ama. Naquela altura não queria amar, mas sim foder. Nunca deu mostras de ter chegado perto de um orgasmo.

A Mamalhuda - Confesso que esta relação bastante curta foi impulsionada pela minha obsessão pelas mamas da senhora. Os nossos encontros eram raros e fortuitos, esta parceira tinha uma postura de colaboradora, mas também não ia para além disso. Suponho que tenha sido o seu primeiro parceiro sexual, pois após a nossa primeira vez deparei-me com uma anormal e enorme mancha de sangue no banco de trás do automóvel. Nunca a perguntei, também nunca me disse.

A Psicóloga - A minha primeira imagem dela foi de que seria uma bomba na cama. Apaixonei-me bem rápido. Mas sexualmente, acabou por se tornar uma tremenda desilusão. Esta criatura recusava-se a fazer sexo oral, também limitava-se ao trivial. Não se expressava e não passava de raros leves gemidos quando eu a penetrava . Creio que nunca teve um orgasmo em dois anos de sexo.

A Mãezinha 1 - A minha sede por encontrar algo diferente, levou-me a este envolvimento. Saída de uma relação difícil, com uma filha e uma má experiência matrimonial com muita violência doméstica. A primeira vez que fomos para a cama, no calor da coisa saiu-me um palavrão, abrandou a cama, vestiu-se apressadamente depois de dizer-me que não estava a foder comigo, mas sim a fazer amor. Voltou dias mais tarde e acabou por querer foder. A Senhora, não tomava muito a iniciativa, duvido que tenha tido algum orgasmo comigo. Acabou por voltar para o tal marido violento.

A Solidária - foi a relação mais duradoura. Uma mulher sem complexos de qualquer forma, que me contou as suas anteriores experiência sexuais. Com ela o sexo era um divertimento a dois. Nunca estava demasiadamente cansada para deixar para amanhã aquilo que começávamos hoje. Novamente voltei a dar asas á imaginação. Tinha orgasmos intensos e duradouros. Pensamos em coisas alternativas, como o Swing e a menage, mas nunca colocamos em prática. A relação acabou sem dramas nem discussões.

A Maezinha 2 - Segunda Divorciada e com filhos que me relacionei..Completamente louca por sexo, uma entrega que agrada a qualquer homem. Veio-se a revelar-se uma hipocondríaca, preocupando-se com doenças sexualmente transmissíveis em excesso, quando já tinhas praticado quase todas as posições do Kama Sutra comigo. Mesmo assim era uma adepta dos acessórios e apostava na langerie e fantasias. Chegava a ter mais de dez orgasmos em meia hora. Tudo acabou com milhões de desculpas para poder voltar a um triângulo amoroso-sexual que mantinha à anos.

A Recente - A mulher que estive na cama com a maior diferença de idade da minha, mas nem por isso a mais inexperiente. Uma entrega total. Troca de palavras acaloradas e bastante colaborante, , sempre faz o que dá na gana e o que eu espero que faça, não se recusa a nada. Nem sempre gosta de ser dominadora, e muitas vezes espera as minhas investidas. Tem orgasmos intensos. Tem fases de bastante apetite e outras de menor.

Claro que poderia adicionar a esta lista outras aventuras menos importantes que vivi. Todas elas somente viriam a reforçar a ideia que, tanto sexualmente como socialmente, as mulheres mostram comportamentos tão diferentes e dispares que só podem ter vindo de universos diferentes. A esse facto, temos que adicionar o factor idade /maturidade e o factor temporal.
A mesma mulher em diferentes momentos da sua vida terá comportamentos completamente diferentes quando depara com uma situação semelhante.
Para mim, estes seres tão complexamente belos, são como um presente, só depois de desembrulharmos o embrulho é que ficamos a saber como é a prenda.
Docemente teu...
Chocolate

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Bater o Coro - A Vida em Rituais

A selecção natural operou a especialização, bem como a extinção de espécies.
Para a manutenção da grande biodiversidade, os seres praticam diversos tipos de relação e reprodução.
Por isso, a arte da sedução e conquista é tão antiga como a vida no planeta e não somos apenas nós humanos que recorremos a variadas estratégias do chamado, “bater o coro”.
Entre a bicharada irracional existem rituais para todos os gostos. O musaranho, lambe muitas vezes a face e a nuca da amada para amolecer-lhe o coração e, digo eu, para quem gosta de minetes, o bichito promete. Os gibões passam o tempo a cantar em cima dos galhos das árvores e por vezes quando reparam já cantam sozinhos faz para mais de meia hora. Já a turma dos aracnídeos adora pinar e comer o macho no final.
O engate é portanto uma ciência, levada muito a sério por nós humanos, que vamos vasculhando nos recônditos da consciência humana o segredo da copula e da vida.
Houve um tempo em que só se chegava ao poder através da violência. Sem lugar nessa sociedade em que só se vencia ao murro e pontapé, as mulheres começaram a usar armas mais delicadas, mas igualmente fatais, para conseguir ter alguma influência. Mulheres que foram responsáveis por momentos de grande inspiração e pelo génio de muitos artistas…Figuras como Cleópatra, Helena de Tróia, a sereia chinesa Hsi Shi e Betsabá, foram algumas das que perceberam as subtilezas da sedução.
Homens poderosíssimos como o rei David, o troiano Páris, os imperadores Júlio César e Marco António e o rei Fu Chai viram-se de repente completamente escravizados pelas mulheres que amaram. O sedutor, tem sempre a seu favor uma arma duradoura, que apela às fraquezas emocionais. Quem seduz faz com que, a pessoa que é o alvo a ser conquistado, se torne dependente da sua presença. E, para manter o sedutor ao seu lado, o seduzido é capaz de fazer loucuras. O corista insinua triângulos amorosos para aparentar ser uma pessoa disputada para o objecto de conquista. É mestre em gerar confusão e em estimular a insegurança alheia. E para o sedutor que realmente seduz pelo prazer de o fazer, é preciso ter a frieza de abandonar a sua vítima mais cedo ou mais tarde, pois ao contrário, acaba por se envolver.
Até nos momentos mais embaraçosos, o verdadeiro mestre toma pulso da situação com desbloqueadores de conversa engraçados e ao mesmo tempo inteligentes e é isso que seduz a mulher, não o coro, mas a capacidade.
Existe um instinto sub-reptício que motiva o homem a ser agradável com as mulheres, na esperança de que esta atitude leve à prática do coito com a pessoa em questão ou com alguém do seu círculo de influências.
Até porque a mulher tem cerca de 400 períodos menstruais na vida e o homem só numa ejaculação liberta mais de 200 milhões de espermatozóides, feitas as contas, pelo bem da humanidade, um tipo tem dentro do cérebro ordens biológicas de copular como se não houvesse amanhã, pois os óvulos andam a peso de ouro.
Eu gosto que me tentem conquistar e gosto mais ainda, se também estiver interessada, de ver que essa pessoa está disposta a esforçar-se e a superar-se se for o caso.
Alguém disse que a mulher escolhe o homem que quer que a conquiste. A técnica de atracção é muito usada por nós e quando o homem pensa que nos está a conquistar, na verdade só está fazer aquilo que queríamos.
Em suma, esta nossa dança é viciante. Ver-te fazer beicinho para depois me dedicares um sorriso lindo dos teus é entesante. És belo e querido, és sexy e divertido. És como eu queria que fosses.




Um beijo,
Vanilla

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mitos Suburbanos - Parte 2: A BRUXA MÁ



I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way (...)
Alanis Morrissete “Bitch”
Pobres de nós. Que fomos aterrorizados desde tenra idade por estas mulheres tenebrosas e odiosas; feias e detestáveis, que assombravam qualquer conto de fadas que se preze. Bruxos eram poucos, mas bruxas más; madrastas e outras figuras femininas detestáveis povoavam o nosso imaginário. Eu gosto de Bruxas. Não falo daquelas desdentadas, encurvadas e com verrugas. Mas sim das verdadeiras feiticeiras que existiram e existem. As que sobreviveram ao preconceito católico que oprimia qualquer mulher com vontade própria e voluntariosa.
Santa Apolónia, nove da noite, depois de perder um comboio e entre um café e uma Imperial, a Vanilla falava-me na verdadeira origem das bruxas. Aquelas que as nossas avós nos assustavam para comer a sopa. Pois essas supostamente horrendas senhoras, eram o fruto da marginalização das populações dos tempos idos. Normalmente eram mulheres atraentes fogosas, lascivas e insaciáveis. Nesses tempos oprimidos, estas libertárias, dominavam, manipulavam e controlavam muitos infelizes e libidinosos cristãos . As gentes dessa época dizia que estas senhoras dominavam a Alquimia; A magia; hipnose as conjuras e outras mezinhas. Acredito que a única força que estas realmente deveriam possuir era uma imensa sabedoria na arte de seduzir e de satisfazer sexualmente. Imaginem nos tempos em que as pessoas dormiam de batina e que os casais davam as trancadas por um buraquinho cuidadosamente feito para o coito, encontrar uma maluca que ia do 69 ao mais dedicado e saboroso trabalho oral, tinha que virar a cabeça a qualquer devoto. A culpa era do feitiço. Assim as prendadas mães de família que não dominavam a mesma arte, tal como as mães de Bragança, tratavam logo de arranjar maneira de as fritar na fogueira, Com a ajuda do tal Clero, que mais interessado em sacar mais uns donativos para a paróquia e em comer criancinhas no escuro, lá ajudavam no julgamento público. Dão-me tusa as Bruxas más do nosso tempo. Porque se recusam a ser “Maria vai com as outras”; “Madalenas arrependidas” ou “Madres Teresa” . Respondem aos seus instintos e não tem que se comparar aos Homens. Aquelas, que abandonam a nossa cama pela manhã e nem deixam uma nota, ligam-te as 3 da manhã e dizem que querem foder. São as tais que espalham sedução e são vulgarmente chamadas de cabras.
Já tive algumas fadas más na minha vida, em que cometi o erro de as tentar domar. Erro meu, elas são como Mustangs na pradaria, que só carregam índios sem sela e só se estiverem para aí viradas. No entanto elas sabem ser generosas, fantasistas e agradáveis e isso é a razão do seu poder de atracção.
As libertações sexuais do nosso tempo foram feitas a conta gotas. As Mulheres, agora já não se deixam oprimir tao facilmente e acharam que queimar a concorrência não é solução, assim, imitam alguns comportamentos desses seres encantadores e adoptaram a máxima "uma Lady na mesa, uma Puta na cama".Mesmo assim, não existe competição possível, as lindas Bruxinhas, com a sua luxuriante inocência, continuam a destruir casamentos sem saber. Atenção não confundir as bruxinhas com as “Mulheres Tarântula”, apesar de muitas parecenças, a naturezas dessas outras é letal. São odiosas, amargas e calculista. Nem sempre tiram gozo das artes de alcova e sedução, pois os objectivos são outros, o prazer de fazer mal. Pululam por ai nos tempos de concorrência desleal. Querem ser mais frias que certos Homens e conseguem ser. Não gasto mais linhas com essa espécie menor.
Queridas feiticeiras, que gozo tremendo sinto com esses joguinhos de sedução. Que bom receber uma mensagem tua a dizer:

・ Tenho vontade de ti, Gato!·
Docemente Teu
Chocolate

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Falemos

O tamanho do pénis é alvo de grande interesse para muitas pessoas. Na minha opinião, principalmente dos homens que são afectados por estereótipos sociais em que, para se ser macho não se chora, larga-se testosterona e virilidade a cada passo, é-se o melhor no trabalho, com a família e amigos e tem-se um conhecimento profundo da arte do sexo.
Estas inseguranças levaram ao surgimento de mitos sobre o tamanho do pénis e à criação de uma indústria voltada para o aumento.
Ambos os sexos sentem o peso dos estigmas, as mulheres sofreram e ainda sofrem com a repressão sexual de não poderem demonstrar e expressar desejos, de desapropriação de seus próprios corpos e prazeres, através da ignorância e mito e da indústria voltada para grandes seios e mulheres franzinas.
Ora isto tudo remonta, aquele belo tempo da caverna, em que alguém tinha de apanhar com o dedo mindinho, duas estacas, três folhas de louro e alguns uga-bugas um búfalo de 10 metros, assim como, alguém tinha que ter leite para pôr na boca dos piquenos primitivos, os papeis foram decididos da forma mais natural possível.
Na arte grega antiga era comum verem-se pénis menores. Devia-se à crença de que o pénis pequeno e não circuncisado era mais desejado, ao passo que o contrário era visto como cómico. Até porque a média do tamanho do pénis, acompanhava a altura das pessoas e os gregos eram um bocadinho gays, mas aquele gay que corre olimpíada fora como deus o pôs no mundo e, no final do barrabofe atlético, levava uma folhinha de oliveira como prémio, ora esse tipo de gay, digo eu, preocupava-se com o abafar palhinhas muito grandes, as folhas de oliveira também eram mais pequenas na altura e por ai sucessivamente.
Comparado com outros primatas, até mesmo os maiores, a genitália humana é consideravelmente grande, tanto em termos absolutos, quanto comparada com o tamanho relativo ao resto do corpo.
O ser humano é um bicho curioso, que quanto mais medo tem de alguma coisa mais a atrai. E o homem tem medo que o pénis lhe falhe. E a preocupação é tanta que mexe com o lado maternal da mulher, atenção - da mulher, não da comum pita de chat - que para o ver feliz interessa-se pelo tamanho e finge que, como aquele nunca viu e o passo seguinte, é fingir orgasmos e, quando a paciência se vai, eis que aparece a famigerada dor de cabeça. Em seguida, confusos com tanto botão que a mulher tem, os homens pensam que o tamanho é realmente importante para nós, porque ciclos de frustração trazem mesmo mentira e negação, já Freud dizia, tadito deus o tenha.
Falando em Freud que afirmava, com alguma razão, que tudo se resumia a sexo, também há o âmbito cientifico da arte de fazer o amor. Pessoas deprimidas, sob o efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas têm mais dificuldade em activar o hipotálamo, responsável por regular, entre outras coisas, a temperatura e o sistema límbico. As supra renais não conseguem enviar adrenalina suficiente e as estimulinas no lóbulo anterior não iniciam actividade.
Saindo da superficialidade e entrando na minha feminilidade, o pénis interessa-me quando está na minha boca a latejar, ou a ser envolvido dentro do meu corpo.
A mim interessa-me o pénis do homem que me apetece no momento, mas não só, a boca, o peito, as nádegas, as coxas, os braços, as mãos, os olhos também e muito importante o que pensa esse homem, se o que pensa não me seduz, o corpo não me reluz.
A mim espevita-me, um homem que me excite, que me desafie, doido para me ter, doido por me entender e por me ver maluca. A mim assanha-me gente madura e segura de si, com sorrisos safados e humores inteligentes. Alguns conseguem espevitar-me, mas poucos conseguem manter-me lá. Sou de afectos duradouros, mas de tusas oscilantes. Sou de orgasmos mentais, de fodas entre iguais. Não sou dado adquirido de ninguém, ou não fosse eu uma Seven Eleven.

Um beijo,
Vanilla



domingo, 14 de setembro de 2008

Mitos Suburbanos Parte 1 - O Pau preto




“the biggest fallacy, in relation to the identity of the black man, is in the conception of the big black phallus. "According to Johnson (a sea captain) in 1623, they were 'furnisht with such members as are after a short while burthersome unto them".12 This was another European mainstream concoction that "saw" the black male as a kind of three-legged monster. Rather than glorify their physicality, real or not, it made more sense to dehumanise the black man. In course, this myth sanctioned white men to maintain the upper hand and deterred white women from conjuring up desires of the "bigger is better" projection. Instead, they were repulsed by bestiality, and had no remorse for the capture and bondage of their loathsome subjects.”

O meu código genético coloca-me no grupo dos negróides; origem africana, sexo masculino. Para a maioria das caucasianos isso é sinónimo de - Pau grande; Imenso; Gigantesco; Assustador. Vocês sabem o que é viver com esse estigma? Quando até olhamos para o nosso pequeno companheiro e não vemos nada de desproporcional. Disse uma vez um afro-americano, que a lenda do “Grande Pau-preto”, foi criada por fazendeiros brancos no Novo Mundo, para afugentar as suas insatisfeitas mulheres, dos corpos nus e musculosos dos escravos que se passeavam pelas plantações. Uma coisa é certa, os mulatos não nasciam somente dos ventres das negras. Esse mito foi alicerçado, com o desenvolvimento da Indústria da pornografia, quando os castings a negros apresentavam somente um requisito. Pau Grande. Assim, os meninos de chocolate crescem, a olhar para o chocolatinho, com uma incógnita brutal, será que o meu tem as proporções exageradas, ou tenho um Pau-preto abaixo da média? Nos tempos do desporto juvenil em plena puberdade, desnudamo-nos com os nossos colegas e começamos de soslaio a comparar a coisa, e não vemos qualquer diferença, a não ser no tom mais escuro. É certo que num par de anos, a coisa começa a ganhar dimensões apresentáveis , a ponto de acordarmos e não conhecermos o nosso fiel amigo. Será grande o suficiente? Os entendidos diziam, quanto mais bateres, mais cresce! Por estarmos numa fase de competição masculina, vamos ganhando calo na mão direita e depois deixarmos coladas a maior parte das páginas da revista Gina, imaginamos ter um tão grande como o garanhão da revista. Quando chega a hora de usar o material da maneira apropriada chegam os medos. Será grande demais? Ou ela vai-se rir da coisa. Depois de tanta incógnita, chegamos à satisfatória conclusão que o tamanho não interessa. Pelo menos é o que elas dizem.Mas será bem assim? Então para quê tanta obsessão pelo tamanho?Uma amiga após uma noite de sexo inesperada mas satisfatória, disse-me que ficou um pouco surpreendida pela normalidade do meu chocolatinho. Em tom de admiração, referia-se as dimensões normais do dele. Enganada, pensava que o dito cujo seria proporcional aos meus 1.87m. Mas afinal o que é uma dimensão fora do normal? Muitas dizem que tudo que seja abaixo dos 15 centímetros é pouca coisa, outras que acima dos vinte dói muito. Mas afinal o tamanho importa ou não? Há entendidos que dizem que o prazer não está na penetração mas sim na fricção, Será que os defensores da teoria que o clítoris é que comanda, estão errados?
Por vezes, para matar o tempo e o vício, entro em chats daqueles virados para o engate, e numa de desbundar, adopto um nick que me identifica como garanhão negro. Não é que a maioria das supostas fêmeas que me interpelam, acabam por perguntar as dimensões da coisa! Tudo me leva a crer com estas campanhas de marketing que apostam na propagação do exagero estão a criar uma boa percentagem de Mulheres exageradas, a culpa é do Big Mac. O que é feita da teoria da língua e do dedo? Será que a crescente venda de vibradores King Size começa a meter-nos medo? Será que a mulher portuguesa está em mudança e vai começar a exigir as medidas exactas da pilinha em actividade e em descanso? Estão a ver, eu até já o chamo pelo diminutivo. Como já não bastasse preocuparmos com o problema do buraco de Ozono, vamos passar a queimar os neurónios com a problemática das dimensões do pénis do homem moderno. Muitos dirão, tu és preto não te preocupes, eu respondo - Eu quero é que ele não me falhe! e no dia em que o chocolatinho deixar de ter vontade própria, darei graças pela existência dos milagrosos comprimidos azuis. Sempre fui da classe trabalhadora por isso, já não me tira o sono a questão, gigante ou anão?
A mim o que me preocupa mesmo são as dores de cabeça femininas. Será que não podem inventar aspirinas de aplicação por sexo oral?
Docemente Teu
Chocolate

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Ela - Vanilla

Eu...eu sou a Vanilla a tal que adora Chocolate. Nasci, como sabem, no dia 7 de Junho de 80, às 11 horas. Grande dia, grande hora que me permitiu finalmente conhecer este Mundo que amo e pertenço. Sou gémeos de signo e como se não bastasse...Mulher.
Por isso, dentro de mim existem medos parvos, mas também uma coragem fantástica. Na minha mente vou coleccionando dúvidas tão certas e algumas certezas desacertadas. Consigo oscilar todos os dias entre o pânico e a euforia, perder tudo mas nunca me esquecer de nada.
Não sei amar sem odiar, gostar sem implicar, acreditar sem desconfiar.
Sou uma Mulher de dentro para fora, a minha beleza está na essência. Sou de sonhos e não de utopias, mas sonho alto muito alto. Como alguém já disse viver não é ganhar nem perder, mas sim evoluir. Por isso, hoje sou assim, amanhã já sou outra, porque a vida que escolho pede sempre mais de mim e eu dela. Sou mulher com cara de menina e vice versa.
Sou parva, mas não sou burra. Ingénua, mas não santa. Sou de riso fácil...e choro também. Gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque tive tempo para gostar delas. Perco-me, procuro-me e acho-me. Sou um reflexo de tudo que vivo, penso, faço e pretendo. Nada acontece sem a pretensão de ser...mesmo que isso signifique contradição.
Aqui serei tudo isso e o que mais me ocorra. Aos poucos vou encontrar sentidos no sentido de te conhecer.

Um beijo,
Vanilla




quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ele - Chocolate



Nasci em 69 (por isso gosto tanto), numa longitude e latitude diferente, temperatura quente, quase não chove...De verde o meu Cabo não tem muito. Mas tem praias e um mar de deixar a boca aberta. O dia 7 de Junho, 11 horas, gémeos. Há quem diga que os nativos deste signo tanto tem de genialidade como de esquizofrénico. Não me revejo totalmente nessa análise redutora daquilo que sou.Aqui, deixarei as palavras, que ajudarão a revelar um pouco de mim. Sem tabus, nem meias palavras. Este espaço de liberdade assim o permite, e irei abusar dele.
Um desafio, vindo da Vanilla, alguém que conheço à pouco tempo, mas que comigo irá partilhar este cantinho de confidências, inquietações e desabafos. Ficarei a conhece-la tal como vocês, e paralelamente também irei ser cumplíce de revelações. Este será o local onde deixarei o pudor de lado e me colocarei tão nu, como no dia em que vi o mundo pela primeira vez. Exactamente o dia e hora em que a minha companheira de escrita chegou ao planeta azul, onze anos depois. Nem mesmo o facto de estarmos separados por 300 km, demove-nos de procurarmos partilhar a intimidade e de publicar o que nos vai dentro.
Vivo perto da Capital, sou um cosmopolita que adora música, cinema, literatura e sexo ( as minhas preferências não estão na ordem exacta!). Sou benfiquista e posiciono-me na ala esquerda progressista. Sou ambientalista e militante de uma organização internacional de direitos humanos.Pago o IRS e os outras dezenas de impostos, cumpro os meus deveres de cidadão e exijo os meus direitos, por isso sou apelidado de inconformado . Apesar de não me identificar com a pátria do meu bilhete de identidade, tenho uma relação de paixão, ódio, com este País que me adoptou e me deu tudo o que tenho. Em fim sou o Chocolate a metade deste espaço de escrita, imagem e emoção. Queres saber mais? então é só visitares este blog que escreverei em conjunto com a menina da Invicta.