quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Falemos

O tamanho do pénis é alvo de grande interesse para muitas pessoas. Na minha opinião, principalmente dos homens que são afectados por estereótipos sociais em que, para se ser macho não se chora, larga-se testosterona e virilidade a cada passo, é-se o melhor no trabalho, com a família e amigos e tem-se um conhecimento profundo da arte do sexo.
Estas inseguranças levaram ao surgimento de mitos sobre o tamanho do pénis e à criação de uma indústria voltada para o aumento.
Ambos os sexos sentem o peso dos estigmas, as mulheres sofreram e ainda sofrem com a repressão sexual de não poderem demonstrar e expressar desejos, de desapropriação de seus próprios corpos e prazeres, através da ignorância e mito e da indústria voltada para grandes seios e mulheres franzinas.
Ora isto tudo remonta, aquele belo tempo da caverna, em que alguém tinha de apanhar com o dedo mindinho, duas estacas, três folhas de louro e alguns uga-bugas um búfalo de 10 metros, assim como, alguém tinha que ter leite para pôr na boca dos piquenos primitivos, os papeis foram decididos da forma mais natural possível.
Na arte grega antiga era comum verem-se pénis menores. Devia-se à crença de que o pénis pequeno e não circuncisado era mais desejado, ao passo que o contrário era visto como cómico. Até porque a média do tamanho do pénis, acompanhava a altura das pessoas e os gregos eram um bocadinho gays, mas aquele gay que corre olimpíada fora como deus o pôs no mundo e, no final do barrabofe atlético, levava uma folhinha de oliveira como prémio, ora esse tipo de gay, digo eu, preocupava-se com o abafar palhinhas muito grandes, as folhas de oliveira também eram mais pequenas na altura e por ai sucessivamente.
Comparado com outros primatas, até mesmo os maiores, a genitália humana é consideravelmente grande, tanto em termos absolutos, quanto comparada com o tamanho relativo ao resto do corpo.
O ser humano é um bicho curioso, que quanto mais medo tem de alguma coisa mais a atrai. E o homem tem medo que o pénis lhe falhe. E a preocupação é tanta que mexe com o lado maternal da mulher, atenção - da mulher, não da comum pita de chat - que para o ver feliz interessa-se pelo tamanho e finge que, como aquele nunca viu e o passo seguinte, é fingir orgasmos e, quando a paciência se vai, eis que aparece a famigerada dor de cabeça. Em seguida, confusos com tanto botão que a mulher tem, os homens pensam que o tamanho é realmente importante para nós, porque ciclos de frustração trazem mesmo mentira e negação, já Freud dizia, tadito deus o tenha.
Falando em Freud que afirmava, com alguma razão, que tudo se resumia a sexo, também há o âmbito cientifico da arte de fazer o amor. Pessoas deprimidas, sob o efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas têm mais dificuldade em activar o hipotálamo, responsável por regular, entre outras coisas, a temperatura e o sistema límbico. As supra renais não conseguem enviar adrenalina suficiente e as estimulinas no lóbulo anterior não iniciam actividade.
Saindo da superficialidade e entrando na minha feminilidade, o pénis interessa-me quando está na minha boca a latejar, ou a ser envolvido dentro do meu corpo.
A mim interessa-me o pénis do homem que me apetece no momento, mas não só, a boca, o peito, as nádegas, as coxas, os braços, as mãos, os olhos também e muito importante o que pensa esse homem, se o que pensa não me seduz, o corpo não me reluz.
A mim espevita-me, um homem que me excite, que me desafie, doido para me ter, doido por me entender e por me ver maluca. A mim assanha-me gente madura e segura de si, com sorrisos safados e humores inteligentes. Alguns conseguem espevitar-me, mas poucos conseguem manter-me lá. Sou de afectos duradouros, mas de tusas oscilantes. Sou de orgasmos mentais, de fodas entre iguais. Não sou dado adquirido de ninguém, ou não fosse eu uma Seven Eleven.

Um beijo,
Vanilla



3 comentários:

Vanilla e Chocolate disse...

Este o remate ideal para conversa de gajos confusos- afinal é o ovo de colombo...lol, ou será que ainda há muito gajo avestruz e muita mulher confusa?
beijos achocolatados

Anónimo disse...

Subescrevo inteiramente os dois últimos parágrafos... pena serem raras as pessoas a pensarem da mesma maneira com a mesma liberdade e inteligência na maneira de estar e de dar!!!

Hefestos disse...

Você não disse se tamanho é ou não é documento para você